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A PERDA DO PERISPÍRITO, ESPÍRITOS OVOÍDES, GRAVIDEZ EXTRA-FÍSICA E ZUMBIFICAÇÃO – (Dialogo com os espíritos guardiões da justiça a serviço de Jesus)

Great knight holding his sword

 

A PERDA DO PERISPÍRITO, ESPÍRITOS OVOÍDES, GRAVIDEZ EXTRA-FÍSICA E ZUMBIFICAÇÃO – (Dialogo com os espíritos guardiões da justiça a serviço de Jesus)

Resolvemos apresentar questionamentos. Elliah, que era grande conhecedor de certos métodos empregados pelos cientistas do abismo, auxiliaria os chefes da guarnição com mais dados a respeito. Após ordenar o grupo de interessados em torno dos assuntos a serem discutidos, Anton e Jamar se prontificaram a atender nossas indagações. Watab foi o primeiro a se pronunciar, exprimindo dúvidas de vários de nós:

— Vimos espíritos vivendo num estado especial, ao qual os guardiões deram o nome de animação suspensa. Pergunto: o que significa essa animação suspensa e por que tais espíritos se encontram prisioneiros dessa situação ou fase de existência?

Pensando um pouco antes de responder, Jamar (Espírito Guardião) exprimiu-se com palavras sensatas e certo vagar, porém seguramente:

— Considerando que os espíritos a que você se refere estão destituídos de corpo físico, a animação suspensa ocorre em virtude da estagnação da consciência num quadro de crise interna, visto como circuito fechado de culpas e autopunições. A própria consciência é quem se enclausura, como se estivesse prisioneira no interior de um casulo astral. O tal casulo, se assim se pode chamar, é representado pelos despojos do corpo espiritual, cuja forma está em via de deteriorar-se. Esse estado de paralisia das faculdades anímicas faz com que o ser perca progressivamente a aparência humana. Dito de outra maneira, quando o psicossoma adentra o processo de degradação, a resultante dos elementos do qual é constituído o perispírito — ou seja, o material astral em decomposição e transformação — constitui uma espécie de capa ou invólucro semimaterial, dentro do qual hiberna o espírito refém de si mesmo. Num estágio avançado de transfiguração, as funções vitais das células perispirituais são suspensas temporariamente. A partir de então, todos os impulsos e experiências passam a ser dirigidos ao corpo mental e a ele vinculados, ainda que este também se caracterize por certa degeneração, levada em conta a conjuntura espiritual anómala em que o fenómeno se dá. Como se pode ver, o nome “animação suspensa” reflete bem o estado em que se encontra tal espírito.

Não contive a curiosidade e me intrometi (espírito Ângelo Inácio) apaixonadamente pois, em minhas andanças no invisível, ainda não havia deparado com nenhum despojo ou resíduo de corpos espirituais.

O assunto me despertava sincero interesse de aprender, pesquisar e me instruir, até porque, mais tarde, deveria compartilhar cada lance com os companheiros da dimensão física. Foi com esse estado de espírito que me aventurei a perguntar:

— Então a deterioração da forma perispiritual provoca um descarte de elementos constituintes do perispírito ou psicossoma? Poderia me explicar mais detalhadamente?

— É claro, Ângelo! — Retomou o especialista da noite. — Como você sabe, o psicossoma ou corpo espiritual é o resultado da evolução em milénios e milénios, sendo composto de elementos sutis da atmosfera terrestre em conjunto com outras partículas do plano astral. Com a degeneração da forma humana, os componentes desse corpo sutil devem ser reintegrados à natureza — afinal, para onde iriam? —, e isso não ocorre de maneira instantânea, assim como a formação do perispírito não se deu da noite para o dia, num passe de mágica; ao contrário, foi elaborado durante os milénios de peregrinação do espírito nos ambientes planetários. À medida que a matéria integrante do corpo perispiritual sofre a modificação devido à perda temporária da face humana, tais elementos passam a não ter mais serventia, sendo assim reabsorvidos pelo plano astral. Quando o espírito, no iminente retrocesso da aparência, faz jus ao apoio mais detido do Plano Superior, os resíduos descartados no processo são literalmente enterrados no solo astral, a fim de serem reabsorvidos mais depressa pela natureza.

Apressei outra pergunta associada ao mesmo tema, antes que outro guardião se manifestasse:

— E no momento em que o ser, cuja forma humana se perdeu, consegue empreender um movimento na direção oposta, apresentando então condições de retomar a forma, como isso se procede? Ele elabora novamente um corpo espiritual para si, uma vez que perdeu o anterior?

Ainda sob a influência da questão mais recente, eu queria aprofundar-me no problema. De boa vontade, o amigo espiritual me atendeu os anseios de conhecimento:

— Meu amigo Ângelo, é muito bom que indague a esse respeito, sobretudo porque acredito sinceramente que esse é um tópico que reclama bem mais estudo da parte dos companheiros encarnados. Pois bem. Ao utilizar o termo “perda da forma perispiritual”, evidentemente o empregamos no sentido de um descarte provisório, que dura o tempo exato em que a consciência permanecer no estado mental crítico de circuito fechado. Assim que apresentar condições, o ser cujo aspecto se deteriorou é reconduzido a um útero físico ou extrafísico, a fim de receber o choque vibratório e anímico que fará com que despertem novamente na consciência as lembranças do antigo corpo e as potencialidades adormecidas.

“O processo é semelhante em ambas as hipóteses, todavia, no tocante à gravidez extrafísica, ocorre o seguinte, em linhas gerais. A matriz perispiritual do útero materno, juntamente com os modelos mentais da mãe desencarnada na qual é acoplado o ovóide, refunde os elementos da natureza e molda novamente a figura humana. Não se esqueça das lições em nossa universidade, que esclarecem que o perispírito é uma espécie de modelo organizador das formas. Após o contato com o útero da mãe no plano astral, o restante se passa de modo automático, segundo os caminhos criados pela mãe natureza. Isto é, o corpo mental do espírito, desperto pelo choque anímico decorrente do contato com as matrizes no útero materno, elabora, juntamente com o órgão que o abriga, um psicossoma inteiramente novo, compatível com as necessidades do espírito. A associação antes descrita, como se dá com qualquer gestação, capacita o ser a manter a conformação recém-elaborada.”

Diante da resposta elucidativa, outro guardião manifestou-se, com o desejo de saber mais acerca de um tema citado, porém pouco explicado ou pesquisado nas reuniões de estudo dos amigos encarnados:

— Você fala de gravidez extrafísica. Poderia discorrer mais sobre o assunto? Porventura o espírito que detém a forma feminina pode engravidar novamente no plano astral?

Dando uma pausa para incitar à reflexão, nosso benfeitor esclareceu:

— Devemos atribuir peso relativo aos termos empregados do lado de cá. Portanto — disse o guardião, pausadamente —, quando mencionamos a possibilidade de gravidez extrafísica, é bom que se entenda o verdadeiro sentido do que se quer dizer. A gestação da forma exata, como ocorre no plano físico, não encontra similar em nossa dimensão. Não existe união de gametas, espermatozóides e óvulos astrais, para produzir zigotos e, a partir destes, novos seres. Isso não ocorre. No entanto, temos de considerar que o útero materno, não somente no plano físico, mas principalmente no extrafísico, é um potente transformador, vivo e atuante, perfeitamente capaz de transubstanciar elementos sutis, devolvendo a configuração humana àqueles que a perderam.

“Assim sendo, os espíritos que apresentam condições de ser ajudados passam por uma redução da forma ovóide e são acoplados no útero extrafísico de seres que, na Terra, desempenharam a missão de mãe. Nesse estágio, faz-se um acoplamento áurico entre ambos, ou seja, do espírito da mãe desencarnada com a forma mental degenerada em ovóide, que passa a acolher. Através desse contato, refazem-se as matrizes do perispírito, outrora descartadas. A mãe desencarnada não vai parir um novo espírito; entretanto, com as energias de que é portadora na matriz uterina, auxilia na reconstituição da forma humana, que se dissipou. Tal fenómeno não é raro de se ver.

Avançando no processo, tais espíritos são desacoplados do perispírito materno após algum tempo, suficiente para readquirir o aspecto humano, ainda na esfera extrafísica, e somente então são induzidos à reencarnação, isto é, encaminhados ao útero de alguma mãe encarnada. Isso é o que ocorre na maior parte dos casos de recuperação de ovóides. Ao compor as células de um novo corpo físico, a consciência consolida a configuração adquirida no plano astral.

Muitas vezes, é necessário que o espírito-criança tenha ligeira passagem pela vida orgânica, para logo retornar ao plano extrafísico e se ocupar da renovação de seus comportamentos. Deverá se dedicar com afinco à reeducação da alma e das matrizes do pensamento, visando futuras reencarnações.”

O assunto era por demais complexo e interessante para apenas uma pergunta. Creio que, por isso, Watab quis aprofundar mais. Deveras curioso, enfocou sua questão especificamente na perda temporária do corpo perispiritual, que também pode ser chamada de A SEGUNDA MORTE 10 , como o fenómeno é conhecido em alguns círculos:

— Se, durante o processo de perda da forma perispiritual, a consciência se cristaliza por longo tempo, como é a vida íntima do espírito nesse estado? Ele tem ciência do fenómeno que lhe ocorre?

Agora foi Saldanha (Espírito Guardião) quem respondeu, com um largo sorriso estampado no rosto, como a adivinhar nosso desejo cada vez mais intenso de informações:

— Depende muitíssimo do desenvolvimento intelectual e da atividade mental do ser que se projeta nesse estado infeliz — pronunciou nosso interlocutor, de modo a satisfazer nossa sede de conhecimento. — Na maioria dos casos, tais espíritos nem têm consciência do que lhes ocorre. Estão imersos em suas culpas, punindo-se mentalmente, facto que acarreta a perda dos elementos sutis que constituem o perispírito. Não obstante, há espíritos de grande atividade mental e intelectual que, mesmo perdendo a forma humana, conservam a capacidade de raciocinar e agir, embora de maneira fragmentada ou algo reduzida.

Ainda dentro do tema tão instigante, um dos técnicos que nos acompanhava resolveu também perguntar, com foco numa questão mais específica:

— Gostaria muito de saber algo a respeito de um fenómeno que presenciámos. Refiro-me a certos espíritos que tinham um aspecto diferente do humano. Embora conservassem aparência humanóide e continuassem caminhando, emitiam sons incompreensíveis e tentavam se apossar de outros seres, como se fossem zumbis.

Creio que, diante da especificidade da pergunta, Anton se adiantou para responder, uma vez que ele e Jamar tinham experiências mais acentuadas com o assunto:

— É interessante sua pergunta, pois tal fenómeno não é raro de ser observado nas regiões abissais. O que viu é um processo conhecido como zumbificação. Trata-se de um estágio em que o espírito ainda não perdeu completamente o aspecto humano, mas não reúne condições de mantê-lo por si só. Ocorre que, durante o processo de transformação das células do corpo espiritual, a consciência tem impulsos fragmentários que a levam, instintivamente, a tentar reassumir a conformação que se esvai. Nessa fase, conduz-se e comporta-se como um zumbi. Arrasta-se pelo solo astral e é tomada por uma reação de desespero perante o fato que lhe está sucedendo. Com relativa lucidez, assiste a cada detalhe da perda progressiva da forma humana, mas não apresenta nenhum impulso consistente de modificação interior. Antes de se converter em ovóide, o ser se contorce, geme, rasteja e estertora, o que se assemelha a uma espécie de ataque epiléptico de longa duração, até que, enfim, sucumbe, sob o peso da própria culpa e rebeldia. Ocorre com relativa frequência esse fenómeno, estudado pelos Imortais com o nome de zumbificação.

Anton respondia às perguntas com o máximo de precisão, deixando que seus interlocutores pudessem posteriormente avançar no assunto, por si sós. Diante de tantos esclarecimentos, não poderíamos deixar passar a oportunidade, pois a qualidade das respostas dependia inteiramente do método inteligente de fazer as perguntas e do interesse em investigar a fundo as questões. Por isso, resolvi interferir uma vez mais, anotando cada detalhe das dúvidas, bem como das explicações concedidas:

— Como se dá a retomada da forma humana, caso o espírito apresente o necessário para ser socorrido?

A pergunta era simples, porém ajudaria a elucidar muitas outras dúvidas que eu trazia e que gostaria muito de pesquisar por mim mesmo. Anton parecia perceber minhas intenções, ao me ver rabiscar numa folha eletrónica a síntese de suas observações:

— Existem casos, Ângelo, em que o espírito, ao ser resgatado, demora, muitas vezes, dezenas de anos até reconquistar efetivamente a aparência humana. Entretanto, na hipótese de um espírito que vive na condição de ovóide apresentar maturidade para assumir novamente a face humana, tal caso vai requerer internamento nas clínicas do Plano Superior. No que se refere ao seu tratamento na dimensão astral, pode-se envolver o corpo modificado, mas não totalmente desfeito, em elementos sutis, nos quais poderá ficar imerso durante longo tempo. Para a reconstituição definitiva, porém, é indispensável retornar ao corpo físico através da reencarnação. Somente assim recuperará a forma em caráter duradouro e poderá raciocinar com mais lucidez a respeito dos próprios valores, dos atos e suas consequências. Contudo, é importante se precaver quanto ao alto grau de periculosidade que essas entidades representam.

Transformam-se em vampiros astrais e saem em busca de outros seres com os quais estabelecem mórbida sintonia, desempenhando o papel de vampiros, tanto quanto de simbiontes. O quadro que envolve ovóides não é nada simples e, no intrincado capítulo das obsessões complexas, o auxílio a esses espíritos ocorre lentamente.

Eu registrava cada palavra, visando futuros apontamentos para os amigos encarnados, assim como para aqueles de nossa metrópole que se interessassem pelo tema. Enquanto isso, outro espírito apresentou mais um item para esclarecimento:

— Quando você fala a respeito de tomar um novo corpo físico, os espíritos em estado de decomposição da forma não colocariam o corpo da mãe encarnada em risco, devido à baixa vibração de seus organismos espirituais?

Este era também um aspecto interessante, que fora discutido amplamente na universidade de nossa metrópole. Anton resolveu apresentar um ponto de vista pessoal, embora fundamentado em estudos consistentes de pesquisadores da nossa dimensão. De maneira pausada e firme, disse:

— Com certeza poderia haver tal prejuízo, por isso me referi à terapêutica em que tais espíritos são imersos em determinada substância nas clínicas das esferas superiores. Dotado de ingredientes etéricos e astrais, esse material tem a propriedade de absorver elementos tóxicos e insalubres aderidos à forma doente. Mesmo no caso de ovóides, cujo processo de transformação está consolidado, previamente o espírito deverá passar por processo análogo, isto é, ser acoplado antes num útero extrafísico, de mãe desencarnada, a fim de mais tarde ter condições de entrar em relação com o ventre de alguma mãe encarnada. Após o choque energético com a forma humana de um ser desencarnado, em que o ovóide participa de um evento semelhante à gravidez do plano físico, aí sim, ele readquire as memórias e uma protoforma humana e torna-se apto à reencarnação, conforme explicado anteriormente.

“Quando se observa a chamada gravidez psicológica, em alguns casos, a investigação revela que ovóides foram vinculados às mulheres que vivem tal processo. Sem necessidade de haver a união dos sexos, um ou mais espíritos são ligados à mulher para se exporem à repercussão vibratória causada por um perispírito e por um corpo humano saudável. A experiência tem por finalidade provocar um choque anímico no indivíduo, além de obter a colaboração do psiquismo da mãe na elaboração do novo corpo. No momento em que ele é finalmente afastado da mãe, a medicina terrena conclui que a gravidez em curso era, na verdade, um processo psicológico. Do lado de cá, sabe-se que esse processo psicológico, muitas vezes, é fruto da tentativa de estimular a criação de um organismo perispiritual para algum ser necessitado.”

Ainda sob o impacto da resposta de Anton, os guardiões se manifestaram com perguntas cada vez mais interessantes e inteligentes, denotando o real interesse de aprender:

— Falou-se o tempo inteiro de seres que perderam o modelo humano ou o perispírito, quando este foi transformado e, digamos assim, condensado na forma mental degradada de um ovóide. Contudo, ainda não há informações precisas sobre situações concretas que favorecem ou determinam a degeneração do corpo espiritual em ovóide.

Desta vez foi Jamar, o guardião da noite, quem assumiu a palavra, falando-nos com seu jeito alegre, porém firme e resoluto:

— Desde a segunda metade do século XIX, o Plano Superior colocou à nossa disposição dados e pesquisas que facilitam a compreensão do fenómeno de regressão da forma perispiritual, o que não quer dizer que não haja muita coisa a ser entendida ainda. Mesmo com a complexidade do fenómeno, podemos destacar alguns itens relativos a essa transmutação. Primeiramente, o corpo espiritual se modifica lenta e não diretamente num corpo ovóide. Ao longo do processo, adquire outras aparências, em etapas graduais de degeneração do aspecto humano, até restringir-se por completo à protoforma ovóide.

“Há casos em que o organismo perispiritual é como que implodido, por meio de uma interferência de origem externa, refletindo claramente a ação premeditada de obsessores que se utilizam da técnica astral para induzir a terríveis sofrimentos suas vítimas de dimensão equivalente (Licantropia e Zoantropia). Sem dúvida, é um caso que merece estudos apurados. Todavia, por ora procuraremos nos ater às circunstâncias próprias do indivíduo, isto é, endógenas, que o levam à ovoidização.

Ante o exposto, constatámos que a psicotransformação das células perispirituais num corpo ovóide possui causas, na esmagadora maioria dos casos, identificadas com uma entre três categorias gerais a seguir.”

Pessoalmente, adorava a didática de Jamar, que destrinchava o tópico em pauta analítica e pedagogicamente. Talvez a tenha aprendido ao especializar-se em estratégia? Prosseguiu ele:

— No primeiro cenário, há o homem que viveu uma vida selvagem e, após a morte biológica, ao adentrar a erraticidade, apresenta-se com um medo extraordinário diante da imensidade da vida no invisível. Desprovido da maturidade proporcionada pela vida verdadeiramente espiritualizada, mas estando frente à realidade extrafísica, mantém os pensamentos circunscritos ao estilo de vida que abandonou em sua vivência primitiva. O medo exagerado do desconhecido o induz a retirar-se do convívio de outros seres mais esclarecidos, numa espécie de transe post-mortem, durante o qual as ideias fixas acabam por comprometer a estabilidade das moléculas do psicossoma (períspirito). Crise interna de grave repercussão se estabelece, confinando emoções e pensamentos a um circuito fechado. Logo se manifesta a perda temporária da forma humanóide, favorecida ainda pela inexperiência espiritual, própria do ser relativamente primitivo. Não há estímulos para exercitar os órgãos psicossomáticos, que se atrofiam, tal qual sucede com os órgãos do corpo físico quando perdem a função ou ficam paralisados. Lentamente ocorre a modificação das funções e do aspecto desses órgãos, que se retraem dentro de uma forma oval. Este é o caso clássico, ainda que bem menos frequente nos dias atuais.

“Nosso amigo André Luiz já fez algumas referências a este caso em particular 11. Contudo, é importante acrescentar que a forma ovóide é um corpo mental doente, embora guarde na memória os registros de todos os órgãos de exteriorização da personalidade, tanto na erraticidade quanto na dimensão física, assim como o projeto de um corpo somático está impresso no DNA.”

Dando uma pausa para pensarmos e registrarmos suas observações, o guardião da noite continuou:

— A segunda situação é a que ocorre com seres que se fixam em emoções e pensamentos profundamente doentios ou vingativos, os quais se sujeitam à própria força mental num processo de auto-hipnose. A consciência faz com que o corpo perispiritual se decomponha gradativamente, à medida que se instala o estado crescente de desequilíbrio íntimo. Vêem-se neste caso as consequências do monoideísmo, que age sobre células e átomos do corpo psicossomático, causando a involução da forma, embora sem prejuízo das aquisições como ser espiritual. Os ovóides resultantes deste tipo de transformação em geral se fixam nas auras de outras individualidades que desenvolvem pensamentos e emoções semelhantes, girando, as duas ou mais mentes — hospedeiro e parasitas —, num círculo vicioso de culpa, ódio, remorso e vingança.

Outra pausa para nossos apontamentos e Jamar continuou, agora dando ênfase às palavras:

— Estudemos agora o terceiro caso. Diz respeito a grandes vilões da história planetária, tanto os que ganharam projeção quanto os que se esconderam no anonimato. Autores de crimes hediondos contra a humanidade, não suportam a visão e a lembrança das atrocidades cometidas em desfavor do progresso e, com isso, transformam-se em espíritos dementes. Atormentados com a ferocidade da própria alma, fecham-se no monoideísmo enfermiço e na hipnose dos sentidos, causando a retração dos órgãos do corpo perispiritual, tal como ocorre com os da segunda classe.

“Entre os indivíduos nesta categoria, encontram-se também aqueles que detêm seu processo reencarnatório indefinidamente, no intuito de evitar o surto de progresso a que seria fatalmente compelidos, caso renascessem. Ao se oporem, tais espíritos, radicalmente à reencarnação, as células e a matéria constituinte do corpo astral sentem-se irremediavelmente atraídas pela gravidade terrestre, o que provoca a desagregação tissular do psicossoma, que se desfaz em etapas e vagarosamente, modificando-se sensivelmente ao longo do tempo. O ser em questão passa a ter sua ação restringida, o que leva muitos deles a recorrer à técnica astral para contornar o curso natural dos acontecimentos. De um lado, erguem poderosos campos de contenção em torno de si, a fim de manter a coesão molecular do perispírito por meio de uma força magnética que neutralize o impulso de desagregação. De outro lado, sabendo que a deterioração é iminente, procuram compor um outro corpo, artificial, com o qual passam a agir entre seus semelhantes assim que a situação do psicossoma se torna insustentável. Obviamente, há graves consequências para o espírito que intenta burlar a lei, opondo-se aos seus mecanismos. É uma ação gravíssima, que pode lesar o cérebro perispiritual ou outros órgãos. Não há escapatória nem exceção à regra: somente através da reencarnação é que os ovóides poderão plasmar o perispírito outra vez, de modo duradouro, juntamente com a nova forma carnal.”

Para finalizar suas observações tão elucidativas, Jamar falou, mudando a inflexão da voz:

— Em todos os casos, o processo de perda da forma espiritual é gravíssimo. Reclama estudos e a busca por uma instrumentalidade apropriada para compreender e enfrentar as diversas nuances desse fenómeno.

Vários guardiões se manifestaram ao mesmo tempo, entusiasmados com a descrição sumária das motivações que conduzem à ovoidização. No entanto, a ordem e a disciplina prevaleceram, fazendo com que as perguntas fossem organizadas conforme o tema:

— Há como tratar os casos descritos no ambiente de uma reunião mediúnica?

A pergunta interessante, feita por um dos guardiões ligados a determinada casa espírita, despertou minha curiosidade, pois já havia participado de diversas reuniões mediúnicas como ouvinte e pesquisador atento. Fiquei imensamente interessado na resposta de Jamar, que se seguiu:

— Deve-se lembrar que, pelo ambiente da reunião mediúnica, passam menos de 10% dos casos tratados pelos benfeitores da humanidade. Sinceramente acredito — falou o chefe dos guardiões — que, numa reunião mediúnica cujos componentes estão unidos no propósito de servir, especialmente se estiverem apoiados nos princípios e fundamentos da doutrina espírita, conforme codificados por Kardec, muito se poderá fazer em benefício desses nossos irmãos em processo de sofrimento. Entretanto, é importante esclarecer que os médiuns não devem alimentar a ideia de que tudo podem, e que resolvem qualquer caso que lhes é apresentado. Muitas vezes, espíritos ovóides são conduzidos para as reuniões espíritas com a finalidade exclusiva de receber um choque anímico, que estimule o corpo mental à recuperação das matrizes e lembranças, nele, impressas. Independentemente disso, a maior parte do trabalho ocorre no plano extrafísico e, no caso particular dos ovóides, em futuras reencarnações. Essa é a realidade.

Jamar não poderia ser mais específico. Suas respostas contribuiriam muito para os estudos meus e dos demais guardiões. Depois dessa seção de perguntas e respostas, reunimo-nos em grupos, para aprimorar nossas próprias observações. Aos poucos, os interesses foram se satisfazendo, e os apontamentos, cada vez mais pormenorizados, seriam úteis nas pesquisas realizadas na universidade de nossa metrópole.

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(10) – O autor espiritual Joseph Gleber explica que a segunda morte — nome genérico para o descarte do perispírito — pode se dar em duas circunstâncias opostas. Pode ser consequência da evolução, quando o espírito se liberta da roda das reencarnações em planetas de provas e expiações, ou seja, quando transcende o estágio em que Allan Kardec enquadrou os chamados espíritos errantes. Para o codificador do espiritismo, dizer que o espírito está na erraticidade equivale a dizer que está no intervalo entre encarnações. Por outro lado, a segunda morte também pode ser ocasionada por regressão da forma, caso em que o espírito passa a atuar através de um corpo mental degenerado. Este livro trata exclusivamente do último caso. (Para saber mais, ver: pinheiro, Robson pelo espírito Joseph Gleber. Consciência. Casa dos Espíritos Editora, 3007, itens 105 a 107.)

(11) – Este assunto pode ser encontrado nas obras “Evolução em dois Mundos” e “Libertação”, do espírito André Luiz pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. O mesmo espírito tratou da perda do governo da forma do perispírito também nas obras “Missionários da Luz” e “Entre a Terra e o Céu” (todas editadas pela Federação Espírita Brasileira). Embora os ovóides não tenham sido mencionados nas obras de Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns” ele afirma que o “perispírito se dilata ou contrai, se transforma: presta-se, numa palavra, a todas as metamorfoses, de acordo com a vontade que nele atua” (na parte, cap. 1, item 56). Portanto, tais palavras já nos permitiam concluir a respeito da possibilidade do fenómeno da ovoidização.)

Fonte – Senhores da Escuridão (psicografia Robson Pinheiro – espírito Ângelo Inácio) Cap.6 “Preciosos Apontamentos”

Hoje palestra e atendimento com benzimento a partir das 19h

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“A INVEJA e as 5 maneiras de combatê-la”

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“A INVEJA e as 5 maneiras de combatê-la”
 (Por Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz) .24ºArtigo.
 Saudações! Todos falam nos efeitos e nos aspectos negativos da Inveja mas, por incrível que pareça, existe mais reencarnações de Cleópatra e Aleister Crowley que indivíduos capazes de admitir esta realidade .Napoleão Bonaparte afirmava que a Inveja ‘é um atestado de inferioridade’ e visto que todos nós, pobres mortais nos primórdios da escada evolutiva, possuímos simultaneamente Anjos e Demônios, luz e trevas em nossos corações, torna-se perfeitamente natural que o sentimento de Inveja brote em nosso ser num ou noutro momento nos mais variados graus. A tendencia natural e comum é a de apontarmos para o outro; uma maneira desonesta de proteger o verniz falso da nossa imagem, e uma via muito eficaz para impedir o avanço pessoal. Uma doença não assumida, não é medicada e caminha a passos largos para pior. Esconder por medo e vergonha de si mesmo a sujeira debaixo do tapete não torna a casa mais limpa. Um hábito mental fixado pela prática contínua vai formatando a personalidade e desenhando seu futuro. O sentimento de Inveja está retratado nos contos mitológicos, cosmogênicos e literários de todos os tempos, não por capricho poético, mais por reflexo antropogênico. Não, não se preocupe com a Inveja do outro, com o ‘mau-olhado’, com ‘mandingas’ ou mesmo ‘feitiços’; se vossa mercê estiver bem resolvido internamente, nada será capaz de lhe atingir. Como disse em um Artigo anterior: ‘O que vem debaixo não te atinge’ A Inveja é um caco de vidro dentro do seu sapato, ninguém vê, mas mesmo assim ela vai prejudicar sua caminhada. Em primeiro lugar, é importante perceber que, em linhas gerais, o processo de Inveja é desencadeado quando vossa mercê desloca sua atenção do ‘centro’ para a ‘periferia’. Ou seja, todas as vezes que, insatisfeito com a própria vida, começa a imaginar como estaria muito melhor no lugar de beltrano ou ciclano; a Inveja floresce quando começa a odiar a si mesmo e ao outro por se considerar infeliz, inferior, incapaz e incompreendido. Quando a Inveja encontra abrigo no coração, ela começa a distorcer a realidade e a pintar um quadro onde o ‘outro’ (Note novamente quem é o centro) é mais feliz e realizado, que na verdade ele não merece estar lá. A comparação é a mãe da Inveja. Vejamos que ter pessoas que são exemplos, modelos e até mesmo desejar ter ou ser algo semelhante a quem admiramos é algo positivo e saudável. Toda a problemática está quando: 1º Perde-se a noção de quem se é, onde se está e sob quê circunstâncias. 2º A ‘comparação pelo exemplo’ começa a gerar um sentimento de inferioridade que, alimentado, vai se transmutando em raiva, tristeza e rancor. Não existe problema em se desejar um carro como o do cunhado, um diploma como o do colega ou um vestido como o da namorada do ex; a questão é não perder o foco, o centro e o senso de equilíbrio.
 1º Cada pessoa é única, sob um contexto de vida único e intransferível.
 2º Desenhar Objetivos, Metas, desejos e sonhos; bem como ter a frente pessoas que nos sirvam de exemplo é não apenas benéfico como necessário.
 3º O sentimento de abundante prosperidade, harmonia, saúde, gratidão (leia o Artigo sobre Gratidão) e partilha deve fundamentar todos os nossos pensamentos e planos em relação as pessoas e a nós próprios.
 4º Nunca se esqueça: A pessoa mais importante do mundo é você. *Não por ser mais e melhor que os outros, mas simplesmente por ser, o auto-melhoramento e auto-centramento, a única maneira de contribuir verdadeiramente com a humanidade. Ninguém pode dar o que não possui.
 5º Todas as vezes que ver algo grande, positivo, próspero e na vida do teu próximo ABENÇOE!
 *Abençoe com sinceridade e força, reze e peça pelo sucesso do outro; ajude, e se não puder ajudar, ao menos não atrapalhe. Secretamente visualize sempre as melhores manifestações pra ti e para o teu vizinho. Faça-o com alegria e força e não terá sentimento de Inveja capaz de resistir por muito tempo; dentro em breve a LUZ emanará por cada célula do teu corpo e estas mesmas bençãos serão comum em sua vida. Fraternalmente, Caciano Camilo Compostela FRC12º S.º.I.º.

Magnetização da água

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A água é, de todos os corpos inertes, o que mais facilmente se magnetiza e que também comunica melhor a energia de que é portadora.

A água, por si mesma, já é, como o ar, a luz, o calor, um dos elementos primordiais da nossa vida planetária; magnetizando-a, aumenta-se consideravelmente a energia das suas propriedades vitais. Na opinião de todos aqueles que se ocupam de magnetismo sob o ponto de vista curador, a água magnetizada representa um papel muito importante na medicina magnética; de todas as magnetizações intermediárias é a que produz efeitos mais surpreendentes e mais úteis à saúde.

Entre os acessórios dos tratamentos magnéticos, eu encaro a água magnetizada como um dos mais preciosos; empreguei-a muitas vezes, e com a maior vantagem. (Dr. Roullier, 1817)

A água magnetizada é um dos agentes mais poderosos e salutares que se podem empregar; vi-a produzir efeitos tão maravilhosos que eu receava iludir-me, e só pude acreditar depois de milhares de experiências. Os magnetizadores não fazem muito uso da água magnetizada; entretanto ela lhes pouparia muitas fadigas, dispensariam os seus doentes de vários remédios, e acelerariam a cura se dessem a esse meio todo o valor que merece. (Deleuze)

Os efeitos produzidos pela água magnetizada são múltiplos, às vezes são até absolutamente opostos; alternativamente tônica ou laxativa a água magnetizada fecha ou abre as vias de eliminação conforme as necessidades do organismo, pois toda a magnetização direta ou indireta tem por fim o equilíbrio das correntes, e conseguintemente o das funções. O efeito será tônico, quando houver excesso nas funções de eliminação; será laxativo, quando as funções de condensação forem exageradas.

A água magnetizada possui a preciosa vantagem de substituir qualquer espécie de purgantes e de agir naturalmente nas constipações mais recentes. Tomada regularmente, em jejum e nas refeições durante muitas semanas seguidas, acaba quase sempre restabelecendo o equilíbrio das funções e triunfando da inércia intestinal a mais rebelde. Por este meio, restabelece o curso normal das fezes em pessoas impossibilitadas que permaneciam no leito há muitos anos, sem que conseguissem defecar, a não ser por meio de purgantes e clisteres. Algumas vezes, os efeitos purgativos da água magnetizada são muito pronunciados.

No tratamento de um reumatismo articular agudo, não somente as bebidas magnetizadas fizeram cessar uma constipação renitente, mas ainda provocaram trinta e uma dejeções abundantes e infectas, em menos de cinco dias. Longe de enfraquecerem o doente, elas trouxeram uma melhora tal em seu estado, que ele pode levantar-se, apesar de não ter tomado alimento durante os dez dias que esteve no leito.

No tratamento de um tumor do ouvido, complicado de uma hemiplegia da face, a água magnetizada produziu, no espaço de dezoito dias, três a oito evacuações diárias: estas dejeções líquidas não fatigaram de maneira alguma o doente, e livraram-no definitivamente do corrimento purulento do ouvido, primeira causa da hemiplegia, que desapareceu por sua vez cinco meses depois.

Se a água magnetizada tomada internamente, favorece as digestões e secreções, impede o retorno dos acessos nas febres intermitentes e pode reconstituir o organismo por completo, como se fora o melhor dos fortificantes; o seu emprego externo em loções e compressas não tem menos efeitos soberanos, para as feridas, os dartros, as queimaduras, as erisipelas e as moléstias de olhos.

A água magnetizada deve ser empregada como acessório de todo tratamento para auxiliar a ação magnética direta. Receita-se como bebida nas refeições ou nos intervalos; emprega-se também em banhos e loções.

Magnetiza-se a água da maneira seguinte, conforme os recipientes que a contêm:

Para magnetizar um copo d’água, toma-se com a mão esquerda, e com a direita faz-se imposições e passes na superfície do líquido e ao longo das paredes do copo.

Para magnetizar uma jarra ou uma garrafa d’água, deve-se colocá-la desarrolhada na mão esquerda, e fazer com a mão direita imposições e passes na entrada do vaso e ao longo de suas paredes; se o recipiente for muito grande, de modo que não se possa tê-lo entre as mãos, coloca-se-o sobre uma mesa diante de si, envolve-se-o do melhor modo que for possível com os dedos abertos, depois faz-se em seguida imposições e passes com as duas mãos na entrada do recipiente e ao longo das suas paredes.

Para magnetizar um banho, passa-se a mão aberta pela superfície da água, duma extremidade à outra da banheira, mergulha-se-a durante alguns minutos; depois, estende-se as mãos fora da água, para o centro, fazendo passes sucessivos muito lentos sobre a superfície da água.

Proporciona-se o tempo da magnetização ao volume de água e ao tamanho do recipiente. São necessários de dois a cinco minutos para magnetizar um copo ou uma garrafa, e cerca de dez minutos para magnetizar um banho.

Do livro Magnetismo Curador – Alphonse Bué

- Lembramos que, neste caso, a água magnetizada diz respeito à magnetização através do Magnetismo Animal, ou seja, fluido vital oriundo do ser humano, através da imposição das mãos. Em nada tem a ver com águas magnetizadas (imantadas) através de purificadores, jarras ou aparelhos com ímãs.

As responsabilidades do sacerdote de Umbanda com Géro Maita

(IN)Tolerância|C.E.U. ESPERANÇA

 

Preconceito: deriva do termo em latim praejudicium que significa “juízo prévio, prejulgamento”… Conceitos formulados por nós. Não deveria, mas é bastante utilizado no dia-a-dia em seu sentido pejorativo. Contudo, o preconceito como atitude mental não é punido, entretanto, quando tal pensamento é exteriorizado de maneira DISCRIMINATÓRIA, o mesmo vira um ilícito penal.
Discriminação: ato de discriminar, distinguir, discernir. Também não é algo negativo, tendo em vista que visa a capacidade de reconhecer as diferenças. Entretanto, também de modo geral, é utilizada em seu sentido pejorativo, pois é baseada na ideia do preconceito e aqui tem seu significado distorcido, visto que a pessoa que a emprega em seu sentido pejorativo, distorce a realidade, ou seja, vê diferença onde não há e de forma injustificada.
Umbanda: Religião Cristã nascida no dia 16 de novembro de 1908, através do espírito Caboclo das 7 Encruzilhadas, por intermédio do seu aparelho, Zélio Fernandino de Moraes. Tem como fundamento a manifestação do espírito para a prática da CARIDADE, ou seja, é o atendimento GRATUITO realizado à pessoas que buscam auxílio junto a espiritualidade.
Foi fundada em uma época a qual o catolicismo reinava como religião e o espiritismo engatinhava. Nasceu com o intuito de caridade, ajuda ao próximo sem cobrar nada.
Se fala que a Umbanda é “união sem distinção” visto que é uma religião cristã (já que visa apenas um só Deus e tem seus fundamentos firmados em Cristo) e em assim sendo, nasceu para abrigar os mais humildes – tanto os encarnados quanto os desencarnados (que hoje labutam nessa seara com o intuito de auxílio ao próximo). Além disso, é uma religião denominada como universalista, visto que tem como bases o catolicismo e o cristianismo – trazidos pelos europeus. (Os negros se utilizavam do sincretismo aos santos católicos em relação aos Orixás, pois só assim podiam praticar sua crença – ex.: São Jorge = Santo Católico; Ogum = Orixá de Umbanda ). Bem como o africanismo, indianismo, kardecismo e orientalismo. Portanto, nota-se que a verdadeira Umbanda é pautada na mistura de culturas que unificaram uma forte religião, logo, é evidente que não admite preconceitos o que é deveras curioso, tendo em vista que a mesma sofre bastante com ele.
Por falta de conhecimento e estudo, muito se propaga imagens distorcidas da religião de Umbanda, portanto, alguns mitos devem ser quebrados: 1) A verdadeira prática religiosa de Umbanda não admite sacrifícios de animais, pois tem como entendimento que todos são irmãos, portanto não há como se falar em sacrifício, principalmente visando o mal do seu próximo. Em verdade, é fato que o mesmo acontece, contudo, não é pré- requisito para a prática da Umbanda. (É importante ressaltar que se respeita o livre arbítrio de quem o faz, entretanto, respeitar não é concordar e certamente tal ato NÃO FAZ parte da prática Umbandista); 2) Exus não são espíritos atrasados ou maus. São guardiões que trabalham, no geral, em vibrações inferiores, resgatando – com a devida ordem do Alto, aqueles irmãos que merecem ser ajudados. Seu trabalho não limita-se apenas a isso, também fazem a guarda pessoal de seus médiuns e tutelados. São verdadeiros guerreiros que nos protegem dia e noite e atuam em variados sítios vibratórios; 3)  Pombagira ou Bonbojira NÃO É prostituta e nem espírito feminino que traz a pessoa amada de volta em 3 dias. É uma polícia do astral, também atuando nas energias do seu médium, trazendo e estimulando suas qualidades, seu vigor e sua vontade de buscar as coisas, bem como sua autoestima. São verdadeiras psicólogas no astral, também atuando em diversos sítios vibratórios; 4)Pretos Velhos não são burros. São espíritos sábios e experientes e não só são formados por escravos. Podem ter sido doutores renomados e letrados, mas que chegam à Umbanda com fala humilde. O mesmo doutor que aparece na reunião espírita pode ser o Preto Velho que atua na labuta da Umbanda. São verdadeiros doutrinadores através do amor, de suas mirongas, estalar de dedos e pontos cantados; 5) Orixás não são deuses, são energias advindas de Deus. Oxalá é a energia da Fé; Oxum é a energia do amor; Ogum energia da lei divina, da ordem; Xangô é a energia da Justiça divina, da causa e efeito e assim por diante…
Logo, através do breve (realmente breve) resumo sobre o que é a Umbanda é estranho que a mesma sofra com preconceito e discriminação, pois como já dito, busca a união e a caridade através do amor ao próximo. É uma religião que busca a transformação íntima do ser, que possuí ligação com a natureza e a respeita como respeita a Deus.
É feio que, em um país como o Brasil, onde a mistura de raças é que compõe as bases do mesmo, ainda se tenha pré julgamentos com aquilo que não se conhece a fundo. A Umbanda exige estudo, assim como o espiritismo – este, inclusive, “empresta” seu Evangelho à Umbanda e mesmo assim não a “espiritiza” no sentido doutrinário da palavra. Ela continua com o mesmo preceito, base e fundamento.
Luta-se, desde muito tempo, tanto contra o preconceito com o próximo, luta-se tanto pela liberdade de expressão, liberdade religiosa, mas ainda assim a ignorância, em seu sentido literal, é predominante em nossa sociedade.
Será que o preconceito vem pois é algo desconhecido ou vem pois ainda cultivamos o preconceito de anos atrás, do tempo da escravidão? Sim, pois a Umbanda é uma religião muito praticada por negros. Seria esse o motivo?
Por que não conhecer melhor? Ainda se vive na época em que é necessário “disfarçar” sua verdadeira religião para ser tolerado diante da sociedade? Aliás, que sociedade é esta?
Sou Umbandista. Creio nos princípios da minha religião, assim como tem o Fulano que é Evangélico e acredita nos princípios da sua e não é por isso que serei preconceituosa com ele.  Lembremos que o Deus é o mesmo para todos e muitos conflitos que se dão entre os irmãos, do lado de cá da Terra, são frutos única e exclusivamente da nossa própria intolerância com o que nos é diferente e desconhecido. (É por isso que entendo as pessoas que se dizem “ateus”, já que, realmente, não é possível que Deus propague tanta ignorância em nome de alguns “profetas do novo tempo”, “enviados”, “escolhidos” ou algo do gênero).
Não propagues a ignorância, pregues a tolerância, pois, além de invadirdes o livre arbítrio do próximo, praticas ato ilícito perante a norma penal. É tão feio quanto gritar “macaco” se referindo a um jogador negro, em um estádio cheio.
“Art. 7º da Lei 16/2001 – Princípio da Tolerância: os conflitos entre a liberdade de consciência, de religião e de culto de uma pessoa e a de outra ou outras, resolverse-ão com tolerância, de modo a respeitar o quanto possível a liberdade de cada uma.”

Neste domingo no C.E.U. ESPERANÇA

cura

Palestra com Géro Maita| Hoje no C.E.U. ESPERANÇA

medo

Vale ao menos a reflexão!

preto-velho

 

 

 

 

 

 

“Ponha-te de acordo, sem demora, com teu adversário, enquanto estas com ele a caminho, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e seja posto no cárcere. Em verdade te digo, que dali não sairás antes de teres pago o último centavo.
Jesus Cristo

Início de cântico e curimba com PAI ÉLCIO DE OXALÁ HOJE!

curimbaaula